“Jogadores e equipa técnica ficaram com a noção da injustiça dos resultados”
Ter, 03/07/2018 - 14:46
A Selecção Distrital da A.F. Bragança terminou, na sexta-feira, a participação no 24º Lopes da Silva, este ano na cidade de Braga.
Ter, 03/07/2018 - 14:46
A Selecção Distrital da A.F. Bragança terminou, na sexta-feira, a participação no 24º Lopes da Silva, este ano na cidade de Braga.
Ter, 03/07/2018 - 11:27
Para o meio campo chega ainda Luís Gancho. O experiente jogador, de 31 anos, também alinhou no Argozelo nas três temporadas passadas.
Ter, 03/07/2018 - 11:23
O Grupo Desportivo de Bragança vai reestruturar a área da formação de futebol. A nova direção dos brigantinos, eleita no passado mês de Maio, pretende criar bases sólidas e formar talentos para, mais tarde, rentabilizar no plantel sénior.
Ter, 03/07/2018 - 11:08
Afastada a possibilidade de dar o salto para outras competições, pelo menos esta temporada, Rui Borges vai manter-se no comando técnico dos alvinegros com o objectivo de garantir a manutenção no Campeonato de Portugal.
Ter, 03/07/2018 - 11:03
A cedência do espaço pelo município foi aprovada na reunião de câmara, do dia 18 de Junho, e o protocolo será assinado ainda esta semana.
Segundo o documento a cedência, a título gratuito, é pelo prazo de dez anos e renovável pelo período de cinco anos.
Ter, 03/07/2018 - 10:59
A ligação ao distrito é grande já que tem raízes no concelho de Mirandela e na última temporada acompanhou vários jogos da equipa de juniores do Macedo no nacional.
Eu sei que não parece, mas estamos quase no Verão. Mentira! Pelo calendário, já é Verão! Se calhar quando esta crónica vos chegar, estarão a lê-la debaixo de um tórrido sol. Se for esse o caso, esqueçam tudo o que eu disse até agora, porque então é definitivamente Verão.
A chuva teima em não deixar vir o calor e o céu azul. As trovoadas, dizem que são normais, para a época. As famosas tempestades do tempo quente. Mas foram em demasia. Até o biquíni me diz que não é Verão, que afinal não comecei a dieta a tempo, e que, por isso, se adiarmos isto mais um mês, não há muito prejuízo.
Mas eu tenho saudades do Verão. Não de um Verão qualquer. Dos de antigamente. Agora o Verão é sinónimo de muita gente, de turistas. Agora há turistas. Antes também os devia haver, só que eu não reparava neles. Agora passamos muito tempo a dizer ‘welcome’ e ‘lovely’ para os transeuntes, que usam chapéus largos e fazem muitas perguntas. É bom. Deixam-nos vir! - Welcome! Lovely!
Só que não é destes Verões que eu sinto falta. Em boa verdade, há alguns anos que não tenho aproveitado o Verão, e só gosto dele porque usamos menos roupa, o que me poupa tempo na hora de sair de casa.
Tenho saudades é dos Verões na minha aldeia. Três meses inteirinhos de um bafo abrasador – como o ditado, ‘nove meses de Inverno e três de inferno’.
Era na minha aldeia que estavam a minha família e os meus amigos. Estavam ali perto, e passávamos os dias juntos. E as noites. Primeiro, quando éramos mais pequenos, com os nossos pais, que iam ao café aproveitar a fresca. E nós íamos brincar, sem nem sequer nos importarmos com as horas e sem ninguém ter que se preocupar onde estávamos. É que estávamos sempre perto e sempre bem. Se não estivéssemos, ouvia-se chorar, e algum dos amigos mais velozes ia dar o alerta. Mas isso só acontecia se houvesse ossos à mostra. Fora isso, nada doía na altura das tropelias. Uma vez torci um pé e ficou inchado, depois de me ter atirado de umas escadas. Acho que foi o máximo que me aconteceu.
Mais tarde, começámos a reunir o grupo de forma autónoma. Já éramos nós a marcar os horários de saída, e os pais de chegada. Já tínhamos telemóveis, e mandávamos ‘toques’ quando saíamos de casa. Não é que tivéssemos o futuro da Humanidade para discutir, nem que das nossas reuniões resultasse a paz mundial. Mas a verdade é que era algo essencial para aproveitar o Verão. Era essencial que estivéssemos juntos, a deitar conversa fora. E ficam muitas histórias engraçadas. Como quando, certa vez, que vimos um clarão azul atrás do cemitério da aldeia, numa noite em que falávamos de espíritos. Achámos que era algum desses espíritos mais afoito. Afinal, foi só um problema na central eléctrica. Apanhámos cá uma miúfa!
Isto era à noite. Também passávamos os dias juntos, a fazer actividades na aldeia. E, apesar de andarmos sempre como carrapatos, o tempo nunca parecia demasiado para estar com os amigos. E éramos mais amigos, porque quem estava no estrangeiro vinha passar uma larga temporada.
Quando chegava a festa da aldeia, ali a meados de Agosto, já a coisa estava a acabar. E aproveita-se ao máximo aqueles três dias de folia. Isto mantém-se. E passámos o ano todo a fazer planos para a festa do ano seguinte. Porque tão poucos dias nunca dão para completar os planos do ano anterior.
Se pudesse voltar atrás no tempo, queria só mais um Verão assim. Uma temporada verdadeiramente ‘lovely’.
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Ter, 03/07/2018 - 10:55
Seis anos depois, o Clube Atlético de Macedo de Cavaleiros vai voltar ao futebol sénior. É um regresso saudado de um dos históricos do futebol distrital. A notícia foi avançada ao Nordeste pelo presidente do clube, Luís Simão, e pelo vice-presidente, João Saraiva.
Andou por aí, antes compararam-no a inúmeras figuras bizarras, até ao vidente Zandinga, é um gozado gosto contemplar a sua foto de lenço na cabeça a imitar os piratas perna de pau, olho de vidro e cara de mau, divertimo-nos a vê-lo a estender os braços sobre os ombros das santanetes, neste tropel de lembranças, a atrapalharem-se umas sobre as outras, é o caso da pala, o seu período de empresário de comunicação social, de dirigente desportivo do Sporting, de voltas e reviravoltas, de avanços e de recuos, de amuos e gargalhadas sonoras. Enfim…cesso o aborrecimento das rememorações sobre Pedro Santana Lopes, o qual obrigou Jorge Sampaio a retirar-lhe o brinquedo da governação, dado o desgoverno a grassar a toda a hora e momento. As comparações são odiosas, por isso mesmo limito-me a vincar o recente vendaval a fazer voar cabelos e cabeleiras no Estádio José Alvalade.
Porque trago Santana à baila nesta altura? Porque concedeu uma entrevista que é a antítese da sua recente campanha destinada a convencer os militantes do PSD a entregar-lhe a presidência do Partido. Pois nessa entrevista esquece a paixão partidária, esquece tudo quanto disse acerca da sua fidelidade ao partido, renega a militância e bem pior, coloca em causa todos quantos de boa-fé, seduzidos ante os seus apelos, lhe deram gasalho e o voto.
O Senhor Lopes gastou o lápis registador dos compromissos, usou a borracha apagando as promessas de democrático acatamento dos resultados eleitorais, fosquinhou a lista do Conselho Nacional, logo a abandonou e anuncia a possibilidade de criar um novo partido. E os militantes seus fiadores por esse Portugal fora? Esses militantes sérios, honrados, prestigiados, sem mácula no seu histórico viver no PSD ficarão associados a esta personalidade inconstante, dona de um ego tão alto como os Himalaias, sem remorso e pena devido aos prejuízos causado a essas mulheres e homens.
Pessoalmente, não me causou surpresa esta atitude de Santana, pela palavra falada e escrita desde há exemplifico a sua anima volúvel, a sua moleza a cumprimentar as pessoas (por experiência própria), o seu constante cirandar rebuscado no desejo (conseguido) de ser uma prima-dona nas óperas bufas no teatro político.
Criar um Partido de âmbito nacional de maneira a conseguir um razoável grupo parlamentar obriga a esforços repassados de suor, alguns milhões de euros, primacialmente uma figura aglutinadora de milhares de militantes empenhados, dispostos a sacrifícios de todo o género. Ora, Santana escavacou o prestígio que ainda detinha, militantes crédulos e desprendidos de interesses desertaram, os Bancos estão a cortar créditos a partidos e apêndices putativos. Em face dos pressupostos acima referidos não acredito no êxito da empreitada santanista, pode tentar o populismo bacoco, rasteiro e o populismo envernizado tão do agrado das demagogas e demagagos a descansarem de nada terem realizado de qualidade nas pastelarias lisboetas e portuenses, só que a Dra. Cristas já assentou arraiais nessas paragens e nas feiras imitando o célebre Paulo dos bonés hoje convertido em estrénuo zig-zag lobista ou facilitador.
Todos apreciámos e acompanhámos a candidatura de Santana a líder do PSD, na contagem dos votos os resultados falam por si, no entanto, faça o leitor o exercício de pensar no que teria acontecido caso o homem do concerto para violino de Chopin tivesse ganho. Sim, se ele tem ganho?
Aqueles rapazes do grupo parlamentar teriam rejubilado, poucos apoiam Rui Rio, tais Boys dos lugares apetecíveis apesar de andarem de monco caído não perdem oportunidade para aprofundarem o fosso entre eles e o antigo autarca do Porto. Porquê? Porque se funcionar a boa lógica da confiança política vão todos dar uma volta ao bilhar grande antes de irem trabalhar. A vitória de Rio evitou a balcanização do Partido, evitou a possível implosão, deitemos a cabeça de fora de Portugal. Basta na Itália, na França, na Espanha e por aí fora.
Nós não ficamos incólumes aos ventos estrangeiros, chegam mais tarde produzindo os mesmos estragos. Pensem nisso, caríssimos leitores.
Continuará ser uma eterna redundância dizer ou admitir que os portugueses são perpétuos sofredores na perseguição de objetivos que raramente atingem. Diremos o mesmo daqui a um século e os que vierem depois continuarão a dizer o mesmo. Penso que não é por burrice nossa ou desinteresse intelectual. É da própria natureza das pessoas. Somos assim.
A verdade é que quando conseguimos atingir objetivos concretos, tornamo-nos heróis e, se para os atingirmos sofremos como loucos, tanto melhor, pois o sofrimento valoriza substancialmente a vitória. É o caso do que aconteceu com a nossa seleção.
Perdemos ganhando! Claramente. Sofremos etapa após etapa, vitória após vitória, mas ultrapassámos a fase de grupos. Ganhámos e ultrapassámos essa dificuldade para chegarmos aos oitavos. Todos estavam esperançados em mais vitórias para conseguirmos chegar aos quartos. O Uruguai era uma seleção ao nosso alcance. Todos acreditaram nisso. Contudo já muitos sofriam por antecipação. Todos acreditavam que Ronaldo poderia resolver a questão. Puseram aos seus ombros um peso tão grande que quase não se conseguiu mexer em campo perante o muro defensivo do Uruguai.
A tarefa foi da seleção, mas o sofrimento foi de milhões. Portugal parou para ver o jogo. O Brasil parou com os olhos postos nos ecrãs de televisão. No Uruguai, a incerteza cruzava-se com a ansiedade e a esperança. Tudo e todos estavam em suspenso. Parecia que o mundo inteiro dependia do resultado de um só jogo. Até o governo português se mudou para a Rússia! Enquanto a Catarina Martins se insurgia contra a lei das rendas e dos despejos em Portugal, na Rússia apostava-se na vitória da seleção.
A par de tudo isto, em Portugal inteiro não se ouvia falar de política. Tudo se calou. A vitória da seleção resolveria todos os problemas certamente. A alegria colmataria os possíveis problemas que surgissem e faria esquecer todas as desavenças. Mas era necessária a vitória.
Não aconteceu. Ronaldo não resolveu, a seleção não venceu e a vitória resumiu-se ao desespero de milhões que ansiavam por ela. Não podemos dizer que sobreveio a desilusão. Não. Não tivemos sorte. A incapacidade de meia dúzia foi notável perante a eficiência de um só. Nada que não se desconfiasse.
Arredado do mundial, Portugal terá de continuar o seu caminho e agora torcer por quem julgar que merece. Mas quem? Afinal as grandes selecções foram afastadas. Alemanha, Espanha, Portugal, Argentina. Atípico, mas real. Até Madona sofreu com a derrota de Portugal. Seguiu o jogo, minuto a minuto, jogada a jogada na esperança de uma vitória do país que escolheu para viver. Desiludida, manifestou-o publicamente. Nada a fazer. Mesmo parcialmente descontente com o que ainda não conseguiu ter por cá, pelo menos tem a seu favor o facto de a Câmara Municipal de Lisboa lhe ter cedido terrenos para parqueamento das quinze viaturas que lhe pertencem, pela módica quantia de 720 euros por mês. Ou seja 2,78€ por cada viatura por dia. Barato, não? Pois também não é para qualquer um. É que estas mordomias só são para quem tem muito dinheiro!
Pois, mas voltemos à ansiedade dos portugueses. À conta do futebol, tudo passou para segundo plano. Não ouvimos falar os governantes em questões de política interna. Só futebol. A comunicação social só fala e transmite futebol. E agora que a seleção foi afastada, há que realçar o feito de ter chegado aos oitavos de final. Os heróis nacionais foram recebidos de braços abertos no aeroporto de Lisboa. Claro que sim. Mereceram mesmo perdendo. No ar ficou a mensagem de que a seleção continua a ser a melhor e que daqui a dois anos ainda temos algo a dizer. Quem dera!
No meio de toda a confusão até a greve dos professores passou ao lado. Mas só por dois dias, porque ela continua esta semana, mesmo com os serviços mínimos decretados ilegalmente pelo ministro. Ofuscado pela seleção, também ele se esqueceu das leis e começou a esgrimir decretos ilegais em vez da bandeira nacional. Coisas de quem está confuso!
Agora que o futebol ainda tem quinze dias para arregimentar algumas atenções internacionais, cá por dentro também mexe com os sentimentos de muitos e continua a ser manchete de jornais. É claro que o Sporting está na frente ao ter já novo treinador e um Conselho Diretivo a trabalhar para reintegrar jogadores que se “ausentaram”. A ver vamos! As eleições serão um desafio. Mas também aqui, um sportinguista ferrenho quer criar um novo partido político. Outro? Que desespero! Já não bastava o futebol? Francamente!